Era quase um ritual, começar a matutina labuta com aquele: - "O Xente o Pá!", com o qual Seu Vasco, o único português, magro e sem bigode, dono de botequim, torcia pro Fluminense e sua especialidade era feijoada, caldos e petiscos ao invés dos seus compadres gajos que adoram vender o tradicional pão francês. Enquanto meus companheiros de turma se aglomeravam em frente ao portão do Instituto de Educação, ousava a dividir espaço com os mestres que ali se encontravam pra discutir os problemas da nação, a amada seleção brasileira de futebol e o tamanho da saia das normalistas. O autêntico boteco, ornamentado com as tradicionais cores do tricolor carioca e uma bandeira azul e branca da inesquecível Terra dos Laranjais, sempre havia uma cadeira limpa e aconchegante para apreciar algum doce do vasto talento culinário da primeira dama do fabuloso, Princesinha de Maxambomba.
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